O setor de feiras e eventos vive uma inflexão silenciosa — porém profunda. É o tipo de mudança que não chega com estardalhaço, mas redefine a forma como marcas se apresentam ao mundo. Em 2026, o design de stands deixa de ser somente uma vitrine sofisticada e assume um papel mais amplo: interpretar expectativas, traduzir propósitos e conduzir narrativas.
A seguir, um panorama editorial das tendências que já consolidam um novo padrão internacional — e que, inevitavelmente, influenciarão a competição por atenção em ambientes de alto fluxo.
1. Arquitetura imersiva: a ruptura do espaço estático
Se antes o stand era um ponto de passagem, agora torna-se um território de experiência. A linguagem arquitetônica absorve elementos da arte, do entretenimento e da cenografia para criar ambientes narrativos.
Projeções, efeitos sensoriais e recursos de mídia ampliada deixam de ser figurantes e passam ao primeiro plano. A imersão vira identidade.
2. Sustentabilidade radical: do discurso à prática verificável
2026 será marcado por um escrutínio real sobre o impacto ambiental das estruturas. Materiais recicláveis, sistemas modularizados e processos de reuso deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos.
O mercado global exige transparência — e marcas que não se adaptarem ficarão expostas e ultrapassadas.
3. Tecnologia com propósito: menos espetáculo, mais utilidade
Ferramentas digitais já não impressionam pela novidade. Agora, o que salta aos olhos é o uso inteligente.
Realidade aumentada, telas de alta definição e plataformas de interação só fazem sentido quando ampliam a compreensão do produto, aceleram a jornada de decisão e capturam dados relevantes.
O efeito wow continua valendo, mas não sustenta sozinho um stand. Em 2026, tecnologia precisa justificar cada centímetro.
4. Layouts fluidos: circulação como estratégia de comunicação
As grandes feiras internacionais já apontam: espaços mais abertos, limpos e versáteis.
A palavra de ordem é fluidez. O visitante precisa entrar, caminhar e absorver a mensagem sem barreiras visuais ou físicas.
A circulação deixa de ser logística e passa a ser narrativa.
5. Design hospitality: stands que acolhem, não intimidam
A lógica da hospitalidade ganha território entre os grandes players. O público não quer só informação; quer ser bem tratado.
Ambientes aconchegantes, pontos estratégicos de conversa e atendimento humano formam o novo protocolo da aproximação.
A estética importa, mas é a sensação de pertencimento que prolonga a permanência — e abre espaço para conversão.
6. Personalização extrema: marcas que falam a língua do público
A era dos “stands genéricos” já ficou para trás. A diferenciação agora está nos detalhes: paletas que refletem a personalidade da marca, elementos gráficos que dialogam com o perfil do público e espaços que ajustam o discurso visual ao contexto da feira.
É personalização como estratégia de branding — não como ornamento.
7. Dados como bússola: a métrica que redefine o design
O amadurecimento do setor passa, inevitavelmente, pela medição inteligente.
Fluxo de visitantes, taxa de interação, volume de leads, mapas de calor: esses indicadores deixam de ser pós-fechamento e começam a orientar decisões de projeto.
Stands são desenhados para performar — não apenas impressionar.
Por que essas tendências importam agora?
Porque o jogo mudou. Feiras não são mais apenas encontros comerciais, mas palcos de posicionamento estratégico.
Quem acompanha o movimento global sabe que estamos diante de um novo ciclo, em que forma, função e propósito caminham juntos.
A Sodré Produções observa esse movimento com rigor jornalístico, visão crítica e execução de alto nível. Não entregamos apenas stands — entregamos experiências que confirmam a promessa da marca e respondem ao que o mercado exige.